As cheias já fizeram 12 mortos pela Europa central em cinco dias, oito dos quais na República Checa.
Um sexagenário que ajudava à construção de um dique morreu de ataque cardíaco na aldeia de Barby, 150 quilómetros a oeste de Berlin, mas esta morte não foi incluída pelas autoridades alemãs na contabilidade das vítimas das cheias.
Hoje, a situação era especialmente grave na Baviera e nos territórios da ex-República Democrática Alemã, onde várias cidades já estavam inundadas ou ameaçadas pela subida das águas.
A chanceler Angela Merkel foi hoje pelo segundo dia consecutivo às zonas afetadas pelas cheias, deslocando-se a Bitterfeld, onde afirmou que os 100 milhões de euros prometidos na quarta-feira para fazer face aos danos poderão aumentar.
Seguindo os conselhos das autoridades, milhares de pessoas fugiram para casa de familiares ou amigos, enquanto outros procuraram refúgio em ginásios onde foram instaladas camaratas de emergência.
Em Halle, as autoridades pediram hoje a 30 mil pessoas para abandonarem as suas casas devido ao risco colocado pelas inundações, as piores em quatro séculos.
A cidade bávara de Deggendorf, próxima das fronteiras com a República Checa e a Áustria, ficou praticamente isolada do mundo, com vários habitantes a terem que ser retirados de suas casas de helicóptero.
Na Hungria, os serviços de segurança e milhares de voluntários ergueram durante toda a noite de hoje diques de proteção ao longo dos 689 quilómetros das margens do rio Elba, que ameaça transbordar.
Em Budapeste é esperado para segunda-feira o pico da cheia. O primeiro-ministro, Viktor Orban, já avisou que, caso se confirmem as piores previsões, dezenas de milhares de pessoas poderão ter que ser deslocadas.
Lusa