Merkel promete aumentar subsídios para famílias

No documento, de cerca de 130
páginas intitulado “juntos pelo êxito 
da Alemanha”, a União Cristã-Democrata (CDU) e o pequeno partido
irmãos  da Baviera, a CSU, definiram
também que o modo de cálculo do imposto sobre 
os rendimentos deverá beneficiar progressivamente as famílias com
crianças,  apesar de não esquecer o rigor
orçamental.  

Para a líder conservadora, que
vai lutar por um terceiro mandato de 
quatro anos, a família constitui “o coração da sociedade”
alemã, comprometendo-se  a não aumentar
os impostos, garantindo que este programa eleitoral “não  implicava uma nova carga suplementar nem para
os cidadãos, nem para o mundo 
económico”.  

“Acreditamos que ao movitar
o nosso setor das Pequenas e Médias Empresas, 
ao motivar as nossas famílias, a possibilidade de chegar a um aumento
dos  rendimentos fiscais são maiores, do
que se criarmos a desmotivação através 
de um aumento dos impostos”, garantiu.  

Este projeto é também “as finanças sólidas, pôr fim ao défice
orçamental,  pagar as dívidas e investir
no futuro”, sublinhou a chanceler, numa conferência  de imprensa, em Berlim, de acordo com a
agência noticiosa francesa AFP.

“Durante a próxima
legislatura (2013-2017), queremos chegar a um ponto  em que não haja défice e seja possível
começar a pagar a dívida”, acrescentou 
Merkel.  

A CDU não divulgou o montante
total das promessas, mas – de acordo com 
a imprensa – seria superior a cerca de 28 mil milhões de euros, o que
não  deixou muito satisfeito o parceiro
de coligação FDP (liberal), com o qual 
já afirmou pretender continuar a governar.  

A chanceler prometeu também criar
um salário mínimo por ramo de atividade, 
quando na Alemanha não existe um salário mínimo generalizado. Merkel
reconheceu  tratar-se de um
“objetivo muito ambicioso”.  

A chefe do governo alemão lembrou
também que os cinco milhões de desempregos 
quando chegou ao poder, em novembro de 2005. “Hoje temos menos de
três milhões  (de desempregados)”,
disse.  

Angela Merkel, que goza de uma
popularidade recorde, vai ser ser o centro 
da campanha eleitoral dos conservadores alemães.  

 

Lusa

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