No âmbito de um acordo judicial, o julgamento de Bernie Ecclestone, que era acusado de corrupção, fica encerrado
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terça, 05 agosto 2014
O “patrão” da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, vai pagar 100 milhões de dólares (cerca de 75 milhões de euros) para encerrar o julgamento em que o britânico era acusado de corrupção , mediante um acordo judicial com um tribunal alemão.
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O juiz da Audiência de Munique, Peter Noll, decidiu, esta terça-feira, aceitar o acordo proposto pela defesa e suspender as diligências judiciais contra Ecclestone, que estava a ser julgado, desde 24 de Abril, por alegadamente ter pagado, em 2006 e 2007, 44 milhões de dólares (cerca de 31,8 milhões de euros) de subornos ao banqueiro Gerhard Gribkowsky, que trabalhava para o banco público da Baviera Bayern LB, com o objectivo de concluir a venda de direitos da Fórmula 1 ao fundo de investimento CVC Capital Partners.
Alcançado o acordo, o tribunal germânico estipulou que Bernie Ecclestone deverá transferir os 100 milhões de dólares, dos quais 99 milhões irão directamente para os cofres do Estado da Baviera e um milhão terá como destino uma fundação de ajuda a crianças.
Antes da decisão judicial, o procurador Christian Weiss também se revelou favorável à retirada da queixa contra Ecclestone em troca do pagamento desta soma milionária.
No entanto, o advogado de Bernie Ecclestone, Sven Thomas, rejeitou considerar o pagamento deste montante como um acordo com a justiça, acrescentando que a demissão de causas é um procedimento legal decorrente destes casos. “Não é um acordo. Não tem nada que ver com a compra da liberdade”, sublinhou Sven Thomas.
Na prática, o pagamento da verba acordada vai evitar que Ecclestone, de 83 anos de idade, veja prolongado o seu julgamento por corrupção, iniciado no passado mês de Abril, assim como permitirá ao britânico manter a sua posição de domínio na Fórmula 1, a qual estaria em causa, no caso de ser condenado.